domingo, 24 de janeiro de 2010

Nos teus olhos


      Sempre quando abro o caderno para escrever penso no que ti dizer e nem sempre e tão interessante quanto os dias que se põem. Mas quero que entenda que cada linda que tinjo são sentimentos e as vezes um alivio que me aparta da angustia.

    Se eu pudesse te perguntar o que quere ler claro que perguntaria. Mas no entanto procuro por pensamentos onde também encontro o seu nome numa canção, um sentimento a beira do caminho que tanto tento entender o que é e claro que não sei o que seja. Talvez saudade ou mesmo desalento, ou talvez algo como amor, somente sei que é terno.

     Lembro- me que em uma noite como esta escrevi também algo sobre coisas que por um certo tempo haviam deixado meu pensamento mas como naquela noite, hoje, sinto que tais coisas, e perdoe- me mas não me pergunte porque nem eu mesmo sei o que possa ser. Só sei que vem de muito longe, tudo bem, não tão longe assim, afinal trata- se do leito onde sei que minha alma repousa e onde meu coração ainda permanece sob uma sombra não de assombro, pelo contrário, é que o céu ali é cheio de nuvens que acabam tampando o brilho do sol.

     Por onde eu passo ou por quem passa por mim sempre presto atenção, inclusive quando penso comigo que possa ser você. E de fato jamais me senti tão perto de ti, mesmo sem o teu doce perfume que também não o conheço. Sinto que estou tão próximo de ti. Ai Deus! Traga- me alivio para minha alma se ainda Tu ouvis o meu clamor e tal coisa que aperta meu coração.

    Mas diga- me mesmo que por sinais é esta de cabelos negros e de um sorriso tão doce que dedico uma parte da minha vida...?

    Não gosto de usar o “nunca”, mas como há um tempo certo para todas as coisas acontecerem devo dizer que “nunca” mesmo que seja indefinido, ou melhor, tão vazio, jamais senti algo por alguém que de fato me inspirasse. Se eu pudesse ver teus olhos fita- los- ia no mais profundo se possível! Olhe pra mim! Assim talvez quem sabe, lhe diria, veja você o que escrevo sem um esforço tudo vem a mente como uma fria brisa matinal e aí escrevo, simplesmente escrevo.

    Verdadeiramente devo estar vivo, só pode ser isso que eles chamam de “viver”, parece que cada instante é um novo de um último momento e na verdade eu sempre esperei por isso mas claro que jamais pensaria que fosse assim... tão bom!

   Eu sei que é feio dizer isso, mas devo dizer! “Encerro” esta carta e já não me canso de açoitar- me por não ter pegado na tua mão, quando olhei nos teus olhos! E nossa! Por onde tu esteve este tempo todo. Agora durma com Deus!

Ass.: Múcyo Alexandre 07/01/2010

Um comentário:

Poliana Stefane disse...

É até difícil comentar algo tão lindo... Adorei. Parabens!

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